Femke-Van-den-Driessche

Motor encontrado na bicicleta da atleta Femke Van den Driessche de 19 anos.

Seis anos após os primeiros rumores de doping mecânico e que já estaria a ser utilizado nas provas Mundiais, nunca foi possível encontrar provas da sua existência. Hoje, pela primeira vez na história há uma confirmação da utilização de um motor na bicicleta, encontrada durante o campeonato do mundo de ciclocrosse sub23. A bicicleta alegadamente pertence à atleta Femke Van den Driessche, campeã da Europa sub23 de ciclocrosse e a grande favorita deste fim de semana para o título de campeã do Mundo desta modalidade.

Durante o dia de ontem (Sábado) a UCI emitiu uma declaração:
“A Union Cycliste Internationale (UCI), confirma que em conformidade com os regulamentos da UCI sobre fraude tecnológica, uma bicicleta foi apreendida para uma investigação mais aprofundada na prova feminina Sub23 do Campeonato Mundo UCI 2016. Isso não implica qualquer dos pilotos no pódio. Mais detalhes serão divulgados na devida altura”

Os Media Belgas incluindo o Sporza alegam que a Federação Belga de Ciclismo revelou que a bicicleta pertence de facto a Femke e que foi encontrado um motor na bicicleta. A atleta era até uma das favoritas ao título, mas acabaria a prova a pé, alegando problemas mecânicos. Pouco depois constatou-se que não apareceu nas classificações, sendo dada como desclassificada.

“Não é nenhum segredo que um motor foi encontrado” disse o Presidente da UCI Brian Cookson durante a conferência de imprensa em Zolder. “Nós acreditamos que seja de facto doping tecnológico.”

Contudo, Van den Driessche, pai da atleta, disse aos jornais que a bicicleta não era da filha. “Não é a bicicleta da Femke. Alguém da equipa dela e que treina com ela trouxe a bicicleta para os pits. Nunca foi intenção dela competir com essa bicicleta. Ela de certeza que não usou esta bicicleta na prova e estamos profundamente afetados por esta situação”, completou.

De acordo com o regulamento 12.1.013 da UCI, se ficar provado que a fraude aconteceu, ela pode ser banida no mínimo por seis meses e pagar uma multa de 20.000 a 200.000 Francos Suíços. A multa para a equipa pode chegar a um milhão de Francos Suíços.

Aguardamos mais informações sobre este caso e iremos publicar na devida altura.