Embora não faça parte das substâncias proibidas pela Agência Mundial Antidopagem (AMA), o Tramadol será proibido no ciclismo a partir do dia 1 de Março de 2019.

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A União Internacional de Ciclismo (UCI) coloca o tramadol na mira e pretende bani-lo a partir de Março. O tramadol ou DCI é um medicamento que é incluído no grupo de analgésicos opioides e é frequentemente usado para aliviar a dor, cujo mecanismo de ação é baseado na ação sobre as células nervosas específicas do cérebro e da medula espinal, para alcançar um alívio rápido da dor.

Há já muitos anos que este medicamento tem sido amplamente utilizado no mundo do desporto devido à sua eficácia, sua grande afinidade muscular e principalmente devido aos efeitos prolongados, que podem durar de 6 a 8 horas. Também não está incluído na famosa lista de substâncias dopantes da Agência Mundial Antidoping (AMA).

No entanto, a UCI irá banir o tramadol para os ciclistas, regulamentos que entrarão em vigor em Março de 2019.

David Lappartient, atual presidente da UCI, deu uma entrevista ao Gazzetta dello Sport onde referiu a razão pela qual esta medicação será banida. Segundo Lappartient, o tramadol é um problema para os ciclistas e para o mundo do ciclismo e, portanto, o que se pretende é ser incluído na lista publicada pela AMA. “Cerca de cinco por cento dos ciclistas testaram positivo para esta substância nos controles realizados. Dois terços dos atletas que são detectados tramadol são ciclistas. Vamos vetar esta substância sob as nossas regras“.

A UCI iniciará assim o controlo desta substância a partir de Março de 2019. Lappartient acrescentou “Não será um teste anti-doping, mas usaremos as nossas regras de saúde, para o controlo se efetuar porque apenas será necessário uma gota de sangue do dedo. O teste será feito antes de se iniciar a corrida ou no final. No caso de o limite ser ultrapassado, a sanção passa pela exclusão da corrida se o teste for efetuado antes da partida e a desqualificação se for efetuado no final