Cantanhede, Figueira da Foz e Mira vão ser ligados por uma nova ecopista, investimento de 1,2 milhões de euros comparticipado por fundos comunitários no âmbito da rede europeia de ciclovias Eurovelo.

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A Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIM-RC) que já tinha apresentado em Setembro do ano passado este projecto, vê agora confirmada a criação de uma ecopista entre os municípios de Figueira da Foz, Cantanhede e Mira, que vai ligar à rota Eurovelo 1, da rede europeia de ciclovias. O projeto visa a ligação intermunicipal entre as ecopistas do Dão, do Mondego, do Vouga e Eurovelo 1.

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A sua execução “representa um investimento de um milhão e 250 mil euros” e é “decisivo para a conclusão do percurso da Eurovelo1, estando o mesmo devidamente conectado, a norte e a sul, com os concelhos limítrofes, de forma a garantir a continuidade da rota”.

O projeto que juntou os presidentes dos três municípios e ainda representantes das Comunidades Intermunicipais de Aveiro, Coimbra e Leiria, do Turismo de Portugal, Turismo Centro e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, apresentaram uma candidatura aos fundos do programa Valorizar, no âmbito do Portugal 2020, visando um financiamento de 85 por cento dos custos totais do projeto.

Segundo o presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, João Ataíde, a nova ecopista terá uma extensão a rondar os 83 quilómetros e irá ser integrada na rota Eurovelo 1, da rede europeia de ciclovias, projeto da Federação Europeia de Ciclistas que pretende construir 70.000 quilómetros de ciclovias divididos em 14 rotas que irão interligar 42 países em todo o continente europeu.

A nova ciclovia, um misto de asfalto e terra batida, seguirá junto à linha de costa, através da Mata Nacional e do estuário do Mondego, devendo ligar a sul da Figueira com a ecopista em asfalto do Atlântico, que termina na Nazaré. O ponto mais delicado da nova ciclovia será a travessia do rio Mondego, estando prevista a construção de uma pequena ponte no estuário, orçamentada em mais de 200 mil euros.

O presidente da Câmara de Mira, Raul Almeida, garante que a nova ecopista “irá potenciar as características naturais únicas deste território da costa atlântica”, funcionando como mais um fator de atração para os visitantes.

“A ciclovia não se esgota apenas no traçado por uma das regiões mais bonitas do país. É preciso criar condições ao nível de alojamento, restauração, informação, para que a experiência seja enriquecedora para todos”, refere o autarca.