Cerca de um mês e meio após ter sido encontrado pela primeira vez na história do ciclismo, uma bicicleta com um motor escondido no Campeonato Mundial de Ciclocrosse, pertencente à atleta belga Femke van den Driesscha, o advogado da atleta revela a sanção que a UCI quer impor à atleta de 19 anos.

Femke-Van-den-DriesscheDe acordo com a comissão disciplinar da UCI a atleta será banida para a vida além de uma multa de €50.000. Um castigo bem maior do que muitos estavam à espera.

“Esperávamos que a sanção fosse mais do que a punição mínima de seis meses de suspensão…mas uma vida [banida] é muito extremo”, disse o advogado de Van den Driessche ao jornal Belga Het Nieuwsblad. “Saber que se pode obter uma suspensão de quatro anos por EPO (Eritropoietina), então esta é uma acusação muito séria, especialmente para uma primeira ofensa.”

Em 30 de Janeiro a UCI introduziu novas medidas para punir tais casos de “fraude tecnológica”. A punição mínima, é de 6 meses de suspensão e multa de €18.300 mas que pode ir até aos €180.000.

Está claro que com esta dura sanção que a UCI quer impor à atleta, a comissão quer fazer dela um exemplo, com o intuito de “alertar” outros atletas e equipas para o que pode acontecer se forem apanhados a cometer este tipo de fraudes.