No país onde há mais bicicletas do que residentes (23 milhões para 17 milhões), o Governo local quer ver ainda mais ciclistas na rua. E vai criar mais condições e incentivos.

Nos próximos três anos vão ser investidos 345 milhões de euros em infraestruturas, como ciclovias, com o objetivo de conquistar mais 200 mil ciclistas. Vão ainda ser criados mais 25 mil lugares de estacionamento para bicicletas e quinze vias vão ser transformadas em ciclovias, avançou o secretário de estado durante a apresentação do projeto.

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O projeto contempla também estímulos para que as empresas dêem melhores condições a quem se desloca de bicicleta para o trabalho, como duches.

A minha ambição é garantir que as pessoas possam chegar facilmente ao trabalho ou à escola, ou visitar a família e os amigos”, diz Stientje van Veldhoven, secretária de estado das Infraestruturas, à CNN.

A ideia é que a bicicleta passe a ser o meio de transporte preferencial. Não é que os holandeses não usem a bicicleta, mais de um quarto das viagens é feita em duas rodas, segundo as estatísticas locais. Mas “apenas” 25% dessas viagens estão relacionadas com o trabalho, enquanto 37% são de lazer – as restantes foram para a escola, ir às compras e outras atividades.

Na Holanda, segundo a mesmo governante, mais de metade das pessoas mora a menos de 15 kms do trabalho e mais de metade das viagens feitas de automóvel não chega aos 7,5 kms – uma distância que pode “facilmente ser feita de bicicleta”.

Assim, para que a população deixe de usar o carro, a discussão passa agora pelo incentivo monetário.

Se já estão em prática os créditos de 19 cêntimos por quilómetro percorrido – as empresas e os funcionários acordam no número de quilómetros que cada faz – a verdade é que o sistema é pouco conhecido e ainda menos usado pelos patrões.

O Governo quer mudar isso, fazendo mais publicidade ao procedimento para que mais adiram.