O canal da linha de caminho-de-ferro que ligava Guimarães a Fafe está a ganhar uma nova vida com os trabalhos de construção da Ecovia.

Foto Aérea da ecovia de Guimarães - Video guimarães digital
Foto Aérea da ecovia de Guimarães – Video guimarães digital

A primeira fase do projecto vai obrigar à construção de uma passagem desnivelada, com a criação de um viaduto na rotunda de Urgezes.
Junto do edifício da Academia de Ginástica de Guimarães já é possível identificar um apontamento final, com alguns metros do aspecto da Ecovia que futuramente ligará Mesão Frio à Veiga de Creixomil, à zona do Reboto.

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A Ecovia terá um total de 16,5 quilómetros

“É uma macro-Ecovia, periférica, e que vai permitir fazer a ligação a todos os percursos que penetram depois na Cidade e tornar o espaço urbano ciclável”, aponta o Director do Departamento de Obras Municipais, ao especificar com pormenores o trajecto. “A Ecovia começa no final da pista existente, em Mesão Frio, subindo à EN 101, fazendo um percurso partilhado até à rotunda de ligação à Circular Urbana, seguindo pela Rua Padre António Caldas, inflectindo na Avenida Rio de Janeiro, acompanhando a Circular Sul-Nascente até se aproximar do edifício da Academia de Ginástica”, descreveu Joaquim Carvalho, indicando que foi a forma encontrada para garantir a proximidade com o Parque da Cidade.

Nesta zona, onde já se encontram executados cerca de 100 metros da Ecovia, ocorrerá uma derivação: um percurso seguirá em frente pelo canal da antiga linha do caminho-de-ferro até à Avenida D. João IV; outro troço continuará em direcção à zona das Hortas, passando nas imediações do teleférico até interceptar a Ecovia junto do Lugarinho, na freguesia da Costa.
No projecto, a Avenida D. João IV “é um nó de ligação muito importante na solução porque vai articular as extensões à Cidade”.

O trajecto da Ecovia continua pela Rua Eduardo de Almeida e na rotunda de acesso a Urgezes o atravessamento obrigará à construção de um viaduto, paralelo à linha férrea. “O projecto apontou para essa solução para garantir a segurança”, explicou o responsável, ao indicar que o projecto específico já foi encomendado para “uma obra de arte que torne harmoniosa a passagem junto da linha do caminho-de-ferro até à Rua Manuel Tomás, através da qual a Ecovia chegará à Cruz de Pedra.
A entrada na veiga de Creixomil será feita através do caminho existente, na zona da Meia-Laranja, até ao Multiusos de Guimarães, com um percurso pelo interior da Horta Pedagógica e outro em direcção à Rua de Eiras.

Pavimento diferenciado

O pavimento não será uniforme em todo o trajecto. Terá adaptações em função das características da paisagem e ao uso do espaço.
Há zonas em que a Ecovia é partilhada com a via rodoviária, ficando devidamente assinalada e porque Guimarães está a ser transformado num território ciclável, No entanto, o trajecto terá na maior parte do percurso um uso dedicado.

Zonas de descanso

A meio do percurso, junto à Avenida D. João IV, prevê-se a criação de uma grande praça, com áreas de descanso, lavagem e de tratamento das bicicletas. Pontualmente, ao longo do traçado, estão previstas zonas de apoio aos utilizadores.

Percurso ciclável

A primeira fase da Ecovia deverá ficar concluída até ao final deste ano, sendo a pretensão da Autarquia prosseguir para a segunda fase que ligará as vilas de Brito, Ronfe, Pevidém e Caldas das Taipas, construindo-se deste modo, até 2020, a estrutura fundamental da rede concelhia de percursos cicláveis. O objectivo desta intervenção é generalizar o uso da bicicleta na vida quotidiana dos vimaranenses, transformando-a num meio de transporte e não somente num veículo de lazer ou de desporto.