Adelino Manuel Lopes Ferreira tem 58 anos. O nome é português mas a alma é poliglota. As ondas de Setúbal, onde nasceu, levaram-no para longe, em 2003, quando deixou Portugal para percorrer a Europa de bicicleta e entrar no Livro do Guiness.

Adelino Manuel Lopes Ferreira, um português de 58 anos, vai completar 14 anos na sua volta ao mundo em cima de uma bicicleta. Já percorreu 85 mil quilômetros e, apesar da extensa aventura, pretende continuar “enquanto a saúde o acompanhar”, diz o ciclista.
Adelino, nascido em Setúbal, iniciou o trajeto no dia 7 de outubro de 2003. A mais recente escala dele foi em Ceuta, de onde chegou directamente da Suiça para passar uns dias na cidade antes do seu próximo objectivo: viajar até as ilhas Martinica conhecida como a “Ilha das Flores” que pertence a França.
A acompanhá-lo está uma bicicleta que pesa cerca de 67 quilos, chegou a Ceuta com um papel onde mostra as fotografias e recortes de jornal das entrevistas que deu nos países por onde passou durante estes 14 anos. Normalmente percorre entre 40 a 120 quilometros por dia, todos os dias. Paragens faz poucas e, quando faz, duram no máximo dois dias. O corpo não lhe dói, por muito que a dor e o cansaço fossem compreensíveis pois Adelino leva “a casa às costas”. Na sua bicicleta leva tachos e panelas, um pequeno rádio, uma televisão, jogos para se entreter, comida, roupa para o inverno, um peluche, canas de pesca, mapas. “Tudo o que preciso vem comigo”, conta, orgulhoso. Ele que já soldou a bicicleta oito vezes desde que a tem e já lhe mudou pneus mais de 30 vezes.
Na sua passagem por Ceuta, uma loja de bicicletas local, ofereceu manutenção à sua bicicleta assim como alguns componentes que já estavam com muito desgaste e umas sapatilhas novas, para que Adelino continuasse a sua viagem em segurança.
Adelino não aluga quartos nem ocupa o chão de ninguém. Monta uma tenda num sítio com pouco movimento ou ata uma rede a duas árvores e, nos dias de calor, é lá que passa a noite. Em todos os países pelos quais passa – e já passou por 28 -, fica geralmente em zonas afastadas das cidades, em praias, florestas, estacionamentos onde não haja muita gente.
Neste momento encontra-se em Ceuta a mostrar a sua história nas praças da cidade para receber algum apoio dos cidadãos que contribuem com algum dinheiro para ajudar que Adelino continua a sua viagem de uma vida.














O indivÃduo esteve aqui na Madeira o ano passado. Ficou pou bastante tempo. Dormia na rua.
Não é nada de especial… há hoje em dia muita malta que não é profissional e faz em média 15mil por ano…
Filipe Gaivão